ANTÓNIO COSTA E O RESGATE DOS VOTOS PERDIDOS
(Texto escrito a 12 de Outubro de 2015)
Para conseguirmos perceber este exercício de contorcionismo político de António Costa, precisamos de identificar 3 fases distintas que tiveram lugar em menos de 1 ano.
Fase1: ainda há menos de 1 ano
António Costa já era 1º Ministro de Portugal, só seria necessário esperar pelas eleições, que obviamente confirmariam, quiçá, por maioria absoluta a vitória do novo secretário Geral do PS. Finalmente o PS tinha um SG que não se limitava a ganhar por "poucochinho", mas que iria ganhar por muitos, obviamente!
Fase 2: desde Julho até ao dia das eleições
António Costa e a sua direção começam a sentir que, afinal, a coisa não ía ser fácil, e que a coligação de Passos e Portas poderia vender cara a pele. De um momento para o outro, o salvador do PS e o homem que convenceu os seus militantes que a vitória era certa e por larga margem, começou a viver o desconforto e a acidez de negar as sondagens e de prometer que o resultado provaria que as empresas do sector estavam todas enganadas.
Fase 3: depois das eleições
António Costa entra em estado profundo de negação. De um momento para o outro, o predestinado à vitória por muitos, perde pela mesma quantia, mas nega tudo o que disse e defendeu, não apresentando a sua demissão, única saída que seria digna e coerente com tudo aquilo que defendeu para afastar António José Seguro!
A vertigem dolorosa de passar de promitente 1º MInistro a grande derrotado da compita eleitoral atirou António Costa contra o espelho da realidade, que este não aceita e nega, produzindo cenas de um conturcionismo político nunca visto no PS.
Com efeito, na impossibilidade de dar ao PS e aos seus militantes aquilo que lhes havia prometido, a vitória, António Costa lançou-se numa encenação política perigosa para o PS e para o País, buscando à esquerda os votos e os mandatos que o povo, pela via democrática, lhe negou nas urnas!
Em bom rigor, ao arrepio da tradição responsável do PS, que se afirmou no regime democrático português, pela mão de Mário Soares, na luta contra o radicalismo de esquerda, António Costa, na luta desesperada pela sua sobrevivência política, tenta levar a cabo uma operação suicida de resgate dos mandatos da esquerda, em troca do takeover político e ideológico do PS pela extrema esquerda!
Obviamente que tudo isto vai acabar muito mal para o PS, a menos que a comissão política do PS e os seus militantes não se permitam servir de avalistas de um empréstimo de mandatos cuja taxa de juro jamais o PS poderá pagar!
António Ribeiro
(texto escrito a 12 de Outubro de 2015)
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